A Angola Oil & Gas, principal encontro da indústria do petróleo e gás do país, arranca hoje, em Luanda, com o investimento, a produção e conteúdo locais no centro da agenda.
A sétima edição da conferência e exposição anual organizada pela Energy Capital & Power tem como lema “Investir no Futuro de Angola” e decorre num período em que o país procura sustentar a produção dos campos existentes, colocar novos projectos em execução, ampliar a utilização do gás e a capacidade de refinação e aumentar a participação das empresas nacionais no investimento gerado pelo setor.
O evento, que reúne operadores, reguladores, investidores e empresas, aborda, durante dois dias, questões relacionadas com “águas profundas, gás, refinação, financiamento, conteúdo local, inteligência artificial e desmantelamento”, no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda.
Entre os principais temas da agenda estão o investimento, a produção, a exploração em águas profundas, o gás, a refinação, o financiamento das empresas nacionais e o conteúdo local, segundo a promotora.
O investimento e a capacidade de transformar recursos em novos projectos marcam o primeiro dia de trabalhos, segundo a agenda, que inclui uma sessão dedicada ao retorno do investimento nas bacias petrolíferas angolanas e um debate sobre a exploração e produção em águas profundas.
O gás e o ´downstream` (etapa final) marcam parte da agenda do segundo e último dia do evento, estando prevista a apresentação do Plano Director do Gás em Angola, pela Agência Nacional de Petróleo, Gás, e Biocombustíveis, seguido de um debate sobre as condições comerciais e de infraestruturas necessárias para aumentar a utilização do recurso na economia nacional.
A segurança do abastecimento de combustíveis, o aumento da capacidade de refinação e a redução da dependência das importações serão igualmente analisados.
A participação das empresas angolanas na cadeia de valor estará igualmente em debate, com a participação de bancos, instituições financeiras, entidades públicas e empresas para discutir o acesso das PME do setor ao financiamento e os mecanismos necessários para aproximar as metas de conteúdo local da capacidade efetiva de execução dos contratos.
A conferência anual inclui ainda sessões sobre inteligência artificial aplicada às operações petrolíferas, activos maduros, desmantelamento de infra-estruturas ‘offshore’ e os projetos Greater PAJ e Kaminho, refletindo diferentes etapas do ciclo de vida dos activos energéticos.
